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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Um dia você aprende… – Willian Shakespeare
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade.
E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a pedoá-la.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la;
e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer.
Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa.
Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos;
aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.
Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo;
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.
Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos.
Aprende que paciência requer muita persistência e prática.
Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se.
(…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores.
E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz.
E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.
Willian Shakespeare
domingo, 13 de janeiro de 2013
As cinco linguagens do amor
Esta eu compartilho do livro de mesmo título, de Gary Chapman, editora mundo cristão. Apesar do viés religioso, já que Chapman é um conselheiro matrimonial e pastor,o livro traz um ensinamento muito interessante que demonstra que o amor não tem uma linguagem universal. Chapman diz que cada um tem uma linguagem preferencial de amor, que é a forma como sabe demonstrar seu amor e que, na maior parte das vezes, espera também receber. Só que se a outra pessoa demonstra amor de um modo diferente do seu próprio, este pode acabar sentindo-se pouco amado. O que significa estar pouco nutrido. Quando não se recebe amor na quantidade e na qualidade desejada, a pessoa entra em sofrimento e tende a achar que não é mais tão amado. Muitos relacionamentos acabam por isso.
Há também a dificuldade de perceber os gestos de amor do outro. Se o outro não demostra amor na minha linguagem, posso não perceber o amor que ele me dá. E então, é aquele filme que todos já vimos: " eu faço tanto por você e você não vê, não liga, não valoriza" E o outro diz" mas eu nunca te pedi para fazer isso. Eu nem gosto disso. O que eu quero mesmo é aquilo." e de novo o outro argumenta que isso não é nada,que importância tem perto desta outra coisa... enfim, são percepções e desejos diferentes que não foram afinados, detonam qualquer grande amor. Complicado, né?
Bem, então o Dr. Chapman diz que existem muitas linguagens do amor, mas 5 são mais frequentes:
1- Palavras de afirmação- são os bons e velhos elogios, valorização, agradecimento. Tanto que existe um piada em que a mulher cobra o marido por não dizer que a ama e ele responde, mas se eu já te amo,ainda tenho que dizer? Se esta é sua linguagem de amor, provavelmente você é generoso em elogiar e, provavelmente, se ressente muito se a outra pessoa não faz o mesmo. Você gosta, dá e espera elogios, podendo sentir-se só ou magoado quando eles não vêm.
2- tempo de qualidade - é quando você precisa estar junto com a pessoa, fazendo coisas juntos, conversando, sendo ouvido com atenção e também ouvindo os pensamentos e desejos do outro. É necessário dar e receber atenção, estar inteiro com a outra pessoa. Outro exemplo típico: A mulher contando o seu dia enquanto o marido olha o futebol na televisaõ e só responde monossílabos ou vogais.... Se ela reclama, ele diz que estava ouvindo, mas ela certamente, interpretou que para ele o futebol ou noticiário é mais importante do que ela própria. E iso é só um exemplo. Há também maridos que querem que as mulheres ouçam os pormenores de sua reunião de negócios o que ele disse e o que o outro falou e também se sentem rejeitados quando ela não demonstra interesse e entusiasmo.
3- Presentes- Esta linguagem é quando a pessoa gosta de dar coisas e agrados ao outro. Não precisa ser sempre coisas de valor, são apenas "mimos". Bilhetinhos, coisas feitas por si mesmo, ou presentes mesmo. As vezes ao menor comentário de que você gostou de algo, lá vem a pessoa te dando aquilo e você até se assusta, ou por vezes nem se lembra de que comentou que gostou daquilo, não é mesmo? É porque para este tipo de pessoa, lembrar-se de você, agrada-lo e mimá-lo é a forma de expressar seus sentimentos. Cuide para retribuir, pois lembre-se que em geral, a forma como a pessoa demonstra amor é provavelmente a linguagem que ela também gosta de receber. Daí ser muito frustrante quando a outra parte não se toca, não demostra muito entusiasmo, perde, esquece de usar as coisas que o outro deu ou mesmo manda aquele petardo "Hã, não precisava... gastar dinheiro com isso, que bobagem!". Uma amiga me contou que deu uma mochila linda (e cara) ao seu marido que é montanhista e ele deu a mochila a um amigo que ia para o Aconcágua. Quando ela, furiosa, foi cobra-lo da mochila, ele respondeu "Mas, foi você que me deu àquela mochila? Não, esta mochila eu trouxe da viagem ao Canadá" ou seja, ele nem sabia direito sobre a mochila. Imagina?! Bem, nem preciso dizer que estes dois já estão separados...
4- Atos de serviço- Bem, aqui temos uma outra linguagem de amor que pode gerar muita confusão. É quando um dos cônjuges procura agradar o outro realizando coisas que ele aprecia, expressando amor por atos de serviço. Ex: cozinhar um prato especial, ajudar com um serviço doméstico, enfeitar a casa, cuidar de suas coisas ou objetos, lavar seu carro, etc. E por que pode gerar confusão? Porque, por vezes, a outra parte pode não perceber doação, gentileza e amor nisto e começar a acha que a outra parte tem "obrigação", ou que fez por que quis, ou mesmo não valorizar o seu esforço. Ex: Meu amigo me contou que levanta todo os dias às 06:30 da manhã para colocar o cachorrinho de sua esposa para fazer xixi e em seguida, deixa-o subir na cama para que ela possa acordar com ele, já que a esposa adora àquele cachorro e que quando se levanta, ele - o marido- já foi para o trabalho. E ela, deixa sempre a mesa do café da manhã já posta para ele e seu sanduíche embrulhadinho na geladeira para que ele só tenha o trabalho de pegar e sair.Olha que amor!
5- Toque físico- Todos já sabemos que o toque físico é uma forma muito importante de se comunicar o amor emocional. Tanto que inúmeras pesquisas revelam que um bebê que não é acariciado, tocado e manuseado, tem seu desenvolvimento físico e psicológico completamente comprometido. O toque físico é um poderoso veículo de comunicação do amor conjugal. Andar de mãos dadas, beijar, abraçar, relacionar-se sexualmente; bem como olhar nos olhos, sorrir, cuidar. Porém, quando um dos cônjuges não se sente nutrido e amado em sua linguagem de amor, ele pode não ter desejo de contato físico com o parceiro. É difícil você querer abraçar ou beijar uma pessoa que não lhe valoriza, não lhe aprecia e que não lhe nutre emocionalmente, não é mesmo? Só que , lembre-se que esta "não te nutre" pode ser apenas que ele não o faça na sua linguagem preferencial.
Bem, como vimos, é crucial num relacionamento a dois que um entenda, reconheça e ofereça amor ao outro na linguagem que ele valoriza. É, segundo, Dr. Chapmam, como aprender um outro idioma. Reconheça e expresse também as suas necessidades em sua linguagem. Se para você atos de serviço não são importantes, mas para seu conjuge é, converse sobre isso com ele e procure antenar-se mais para que ele se sinta mais nutrido e reconhecido. Lembrando de também explicar e solicitar o que é importante para você.
Me lembrou de uma música dos anos 80, que dizia assim: "Sim, é como a flor, de água, ar, luz e calor, o amor precisa para viver; de emoção e de alegria, e tem que regar todo dia".
Beijos e venha conhecer um pouco mais de nosso trabalho em www.LDelaroli.com.br
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Decálogo da Serenidade
Olá Amigos e amigas! Andei muito sumida. Trabalho à beça, mas muito aprendizado. Quero começar o ano desejando à todos um 2013 cheio de sonhos e possibilidades de realizá-los. E aí, recebo este belo decálogo do grande amigo Robson Santarém, que compartilho com vocês. Um grande ano!
"Hoje... procurarei viver exclusivamente este dia, sem querer resolver os problemas de minha vida de uma só vez.
Hoje... terei o máximo de cuidado no trato com os outros: serei cortês em minhas maneiras, não criticarei a ninguém nem pretenderei modificar ou disciplinar a ninguém, exceto a mim mesmo.
Hoje... sentir-me-ei feliz, na certeza de ter sido criado para a felicidade, não somente no outro mundo, como também neste.
Hoje... adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem aos meus desejos.
Hoje... dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que, assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida da alma.
Hoje... farei uma boa ação e não contarei a ninguém.
Hoje... farei ao menos uma coisa de que não gosto e se me sentir ofendido em meus sentimentos tentarei proceder de tal forma que ninguém disso se dê conta.
Hoje... estabelecerei um programa detalhado para meu dia. Talvez nem consiga cumpri-lo cabalmente, mas o escreverei e me guardarei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
Hoje... serei firme na fé de que a Providência de Deus se ocupa de mim como se eu fosse único neste mundo, mesmo que as circunstâncias demonstrem o contrário.
Hoje... não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar o que é belo e de crer na bondade. Durante as doze horas de um dia, posso fazer o bem, o que me desanimaria se pensasse que teria que fazê-lo a vida toda."
Decálogo da Serenidade
João XXIII - Papa entre 1959 e 1963
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domingo, 18 de novembro de 2012
Tudo se compra?
A matéria de capa da Veja desta semana é, no mínimo, intrigante... será que diante de tantos acontecimentos interessantes no Brasil e no mundo, nesta semana, merecíamos ver destacada na matéria de capa a triste notícia da "pobre" moça de apenas 20 anos, que leiloou sua virgindade na internet e , pasmem, conseguiu U$ 780.000,00 por ela!
O filósofo Michael Sandel, de Harvard, abre um debate alarmante e importantíssimo: "Estamos virando uma sociedade de mercado? que caracteriza-se pelos valores sociais, a vida em família, a natureza, a educação, a saúde, até os direitos cívicos podem ser comprados e vendidos. Uma sociedade em que todas as relações humanas tendem a ser medidas apenas pelo seu aspecto econômico.
Abaixo transcrevo alguns trechos da entrevista:
Pergunta: O senhor acha que já vivemos neste tipo de sociedade em que tudo se vende e tudo se compra, sem limites éticos?
Michael: Acho que é uma tendência que vem se desenvolvendo desde o começo da década de 80, do século passado. Hoje, muita gente tem fé no pensamento econômico como único instrumento para atingir o bem público.
(...) Essa visão isoladamente é limitada e desconsidera os valores morais, as atitudes e as complexidades das relações humanas. Precisamos desafiar esta ideia. O mercado produz riquezas materiais, mas a sua lógica não pode dominar todas as demais relações entre as pessoas. Isso é empobrecedor.
P: Em que situações a lógica da economia de mercado pode se tornar perigosa para a sociedade?
Michael: Sempre que os mecanismos de mercado são introduzidos em esferas novas da vida, precisamos fazer duas perguntas. A primeira é se a escolha dos indivíduos envolvidos nas transações é realmente voluntária ou se existe um elemento de coerção. No caso da prostituição, precisamos questionar se a pessoa que vende seu corpo é desesperadamente pobre. Sua escolha pode não ser livre de verdade. A segunda pergunta deve ser sobre a degradação e a corrupção de certos valores. Alguém pode opor-se à prostituição dizendo que ela é intrinsecamente degradante. Ela tira o valor da sexualidade e torna a pessoa humana em um objeto, um instrumento de uso e lucro.
P: Por que o ato de estabelecer o preço de algo altera o seu valor?
Michael: Bem, esse é o ponto central de meu argumento. Muitos economistas acreditam que o mercado não altera a qualidade ou o caráter dos bens. Isso pode ser verdade se falamos de bens materiais (...). Mas o mesmo não ocorre quando nos referimos as relações familiares, amizades, cidadania, justiça, saúde, procriação e educação. Nessas áreas, usar a lógica de mercado pode alterar nossas atitudes em relação a esses bens. (...)
P: Isso ajuda a explicar a repulsa ao leilão de virgindade realizado pela brasileira Ingrid Migliorini?
Michael: Sim, isso joga luz sobre a degradação envolvida nesse leilão. Essa história é uma ilustração chocante da nossa tendência de colocar uma etiqueta de preço em tudo. Outro exemplo dessa tendência é a compra de votos. Do ponto de vista da lógica do mercado, faz sentido alguém que não se importa com seu voto vendê-lo ao melhor comprador. Mas nós não deixamos isso acontecer, porque não encaramos o voto como propriedade privada, mas como um dever cívico que não deveria estar à venda.
P: Enquanto falamos, a mais alta corte do Brasil está julgando políticos governistas que compraram o apoio de partidos e parlamentares para aprovar projetos de interesse do governo no primeiro mandato do presidente Lula...
Michael: (...) o fato de ele ter mobilizado tanto a opinião pública mostra que a população quer impor certos limites morais à influência que o dinheiro tem na política e na vida cívica. O mensalão é um exemplo dramático do dano causado quando o mercado é introduzido em áreas às quais não pertence. A reação à venda da virgindade e do voto ilustra a importância de termos um debate público sobre os limites morais do mercado. Precisamos discutir as circunstâncias em que a lógica de mercado efetivamente serve aos interesse público e os domínios dos quais ele deveria permanecer de fora.
P: Como podemos saber em quais áreas a lógica de mercado pode atuar por ser útil à sociedade?
Michael: (...) nas últimas décadas nós fomos muito relutantes em debater esse tema publicamente. Não podemos mais evitar a discussão sobre o significado dos valores morais e das circunstâncias nas quais eles se degradam. Todas as visões, sejam elas religiosas ou seculares, deveriam ser convocadas para um debate democrático e amplo sobre esse assunto. Sem dúvida, as respostas serão diferentes para a educação e para a saúde, para a vida privada e para a pública.
RETENÇÃO DE TALENTOS : O DESAFIO NA GESTÃO DE PESSOAS
Nunca antes na história do Brasil, vivemos o momento chamado de “pleno emprego”. Nossos indicadores sociais melhoraram muito. Muito há para ser feito, isto é fato, mas avançamos bastante. Tudo isso fruto de um forte investimento de diferentes setores organizacionais, políticos e econômicos, favorecido também pelas conjunturas externas dos mercados internacionais.
Como nem tudo são flores, junto com o pleno emprego, temos a escassez de profissionais qualificados com as competências necessárias para fazer frente aos desafios atuais e futuros das organizações. Diante deste cenário, torna-se imprescindível que as empresas supram estas competências necessárias e escassas. Competências estas tanto técnicas quanto comportamentais. Como diz muito adequadamente Peter Senge, vivemos a era da informação, cuja forma de se obter vantagem competitiva é através da INOVAÇÃ
O. Para inovar, o insumo básico é o CONHECIMENTO. Como conhecimento é propriedade exclusiva de PESSOAS, concluímos que para obter vantagem competitiva uma organização precisará necessariamente gerir pessoas. Identificar, alavancar, desenvolver permanentemente novos conhecimentos em busca da inovação, da melhoria contínua e suas consequências, a inovação. Só gente inova. Só gente pode alavancar novas competências. Há cada ano mais e mais empresas disputam uma acirradíssima competição para estar no guia da Revista Exame, das “ Melhores e maiores Empresas para se trabalhar”, bem como no guia da Great Pleace to Work, e por que? Porque estar entre as Melhores é, dentre outros, um referencial de atratividade dos melhores talentos. Os talentos desejam estar nas melhores empresas. Ficou alguma dúvida da importância estratégica de gerir pessoas? Muito bem! E o que os trabalhadores que avaliam as Melhores Empresas, segundo resultados analisados, consideram como fatores para atribuir este grau a uma organização?
1º desejam trabalhar em organizações que tenham uma causa da qual se orgulham de pertencer, uma missão, um papel socialmente responsável.
2º desejam ter um trabalho em que se sintam desafiados e do qual tenham orgulho também.
3º querem ter um bom líder: generoso, próximo, que os estimule, lhes dê feedback, com o qual se sintam aprendendo, crescendo e que possam inspirar-se para seguir o exemplo.
4º querem ainda ter uma boa percepção de “compensação”. Ou seja, que o que recebo em troca do quanto dou para esta empresa é uma correlação positiva. Aqui entram os aspectos tangíveis ( salários, benefícios, facilidades, remuneração variável, etc) e intangíveis (clima, cortesia, respeito, camaradagem, reconhecimento, valorização, etc).
Como estão estes indicadores em sua empresa? E em sua equipe? Os líderes tem um papel significativo nestes fatores de retenção. Estas percepções vem muito mais das ações, atitudes e na relação que o líder estabelece dia a dia com cada um de seus colaboradores, do que com as políticas e normas estabelecidas e penduradas nas paredes em belos quadros que os departamentos de Recursos Humanos, Comunicação ou Qualidade colocam nas paredes, concorda? Então, meus caros, reter talentos é uma questão muito mais de ação humana, empatia, respeito e valorização do ser humano do que treinamentos, processos e programas “descolados” das relações interpessoais do dia a dia. Pense nisso. Escolha líderes por sua capacidade de engajar, de inspirar e não apenas por seu domínio técnico. Olhando mais para o ser humano, teremos empresas mais preparadas para Reter e Desenvolver seus talentos.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Ter as mãos vazias
"Na obra de Castañeda, aprendi a importância de caminhar com as mãos vazias. Este é o caminhar da leveza, equivalente a ter a mente vazia.
Geralmente, caminhamos carregando todos os nossos tesouros, nossos pertences, álbuns de fotografias, nossos diplomas e experiências. Passado e futuro pesam, como chumbo, nas nossas sofridas mãos.
ter as mãos vazias é sacudir, como pó da estrada, os entulhos do passado e do futuro; é o desprender-nos de todo autoritarismo exterior: nossos venerados mestres, com suas pesadas escrituras, métodos e técnicas. É também desprender-se de todo autoritarismo interior: nossas veneradas memórias, as assombrações dos diálogos internos e a eloquencia das experiencias vividas. Somos livres apenas quando nada temos a defender. Nenhuma bandeira, nenhuma metralhadora, o que deixa nossas mãos livres para a tarefa, nada fácil, de nos fazermos criação permanente.
Era uma vez um americano turista que, estando em Israel, foi visitar um sábio rabino. Lá chegando, espantou-se com aquela casa vazia; nenhuma mobília, nenhum enfeite, nenhum quadro na parede, nem mesmo cadeiras e mesas, nem mesmo cama e armários. Sem poder conter a sua perplexidade, indagou: "onde estão as suas coisas, meu Senhor?". "E onde estão as suas?" , contraperguntou o velho rabino. "Ora, estão na minha casa, no meu país de onde venho; eu estou aqui só de passagem", respondeu o turista. "Eu também!", sentenciou o mestre.
A consciência de que estamos aqui de passagem torna a existência uma bela e valiosa aventura. Chegamos de mãos vazias, iremos de mãos vazias. Só levamos conosco o passaporte das nossas ações."
Roberto Crema, em Saúde e Plenitude, Ed Summus.
Este livro tesouro me foi dado de presente pela amiga irmã Maritza em julho de 2001. Na época não tinha condições de entender seus ensinamentos. 11 anos depois, ei-lo aqui, iluminando nossa jornada.
Me remete a outra passagem do mesmo livro " E não se pode apressar o encontro. Cada pessoa tem seu ritmo próprio, que precisa ser respeitado, pois há nele uma sabedoria implícita. Violentar este ritmo é equivalente a arrancar, prematuramente, a casca de uma ferida"
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domingo, 26 de agosto de 2012
O Novo RH - curso inovador de formação
No dia 22 de outubro, terá início o primeiro programa de uma parceria selada entre a ABRH-Nacional, o Great Place to Work (GPTW) e a Ânima Educação.
Intitulado Desenvolvimento de Líderes de RH – Gerando Valores e Resultados, o programa foi customizado para atender às novas demandas dos profissionais de RH em posição de liderança ou que estejam se desenvolvendo para ocupá-la.
“Enfrentamos desafios únicos com as novas gerações, tecnologias, inovações e competências. Temos consumidores mais exigentes e um novo ambiente de negócios que demanda produtividade e competitividade. Tudo convida para mudar e a criar o Novo RH”, justifica o diretor de Educação da ABRH, Luiz Edmundo Prestes Rosa.
Além do foco diferenciado, o programa conta com um time docente composto de renomados especialistas e um formato que enfatiza aprendizado estratégico e vivencial, incrementados com a apresentação das práticas globais de organizações listadas no ranking das melhores empresas para trabalhar do GPTW.
Gestão do Capital Humano, Criação de Valor e o Novo RH são alguns dos temas contemplados no programa, cujos detalhes foram apresentados por Prestes Rosa, durante o CONARH 2012, realizado neste mês.
visitem abrhnacional.org.br
A COMPLICADA ARTE DE VER
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado.
Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra".
Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem.
"Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram".
Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre.
Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.
Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"... Rubem Alves – Educador e escritor.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Liderança feminina
Mulheres... Enigmáticas, inteligentes, caprichosas, belas e produtivas. São capazes de administrar várias atribuições ao mesmo tempo. Cuidam das roupas e do desempenho escolar dos filhos, suportam a pressão no trabalho, são atenciosas e sedutoras com seus companheiros, sem deixar de lado a importante reunião de negócios no dia seguinte. Tudo isso sem deixar de ser eficientes e eficazes.
Sexo frágil? Talvez esse rótulo já esteja um pouco fora de moda. Pesquisas recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstram que atualmente as mulheres brasileiras passam mais tempo estudando do que os homens, e que as empresas alocadas no Brasil admitem cada vez mais mulheres para cargos de liderança.
Dilma Rousseff, Luiza Trajano, Marina Silva, Tânia Nahuys e Chieko Aoki são apenas alguns exemplos de lideranças femininas proeminentes no cenário nacional. Prova de que a sociedade brasileira está cada vez mais suscetível e aberta para aceitar as mulheres no poder.
Abaixo menciono algumas características comportamentais importantes que marcam a essência da liderança feminina:
1 - Intuição - Sem dúvida alguma as mulheres são muito mais intuitivas do que os homens. Conseguem enxergar as "entrelinhas" dos problemas organizacionais, mesmo que estes não sejam explícitos.
2 - Sensibilidade - Geralmente as mulheres são mais suscetíveis aos problemas alheios, e consequentemente, têm maior sensibilidade no cotidiano de trabalho com seus liderados e stakeholders.
3 - Visão Sistêmica - Têm a capacidade de enxergar e agir sistemicamente, alinhando e implementado estratégias benéficas para a organização como um todo, e não somente para sua equipe e/ou departamento.
4 - Detalhista - Observa os detalhes que marcam o rendimento de suas respectivas equipes, sem perder a noção do todo.
5 - Paciência - O próprio extinto maternal das mulheres auxilia sobremodo as relações interpessoais com seu grupo de liderados, pois geralmente estas são mais pacientes em ensinar, desenvolver e cativar clientes e subordinados.
6 - Eficiência - Com grande capacidade de observar detalhes sem perder a praticidade, as mulheres possuem relevante facilidade em desenvolver e conduzir suas equipes a resultados importantes para as organizações.
Embora todos estes atributos façam das líderes mulheres profissionais cada vez mais preteridas e importantes no contexto nacional, pode-se dizer que nem tudo são flores. De acordo com o IBGE a remuneração dos homens no mercado de trabalho ainda é 30% superior em comparação com a arrecadação das mulheres. Preconceito? Machismo? Ou resquícios de uma época passada? Não importa, pois se analisarmos as barreiras e as dificuldades que as mulheres ultrapassaram nos últimos 30 anos no Brasil, facilmente podemos prever que muito em breve a remuneração no mercado de trabalho estará atrelada às habilidades e às competências individuais, e não mais se a pessoa é do gênero masculino ou feminino.
Sendo a liderança um fenômeno comportamental baseado na capacidade de influenciar grupos e pessoas, aproveito para citar uma frase do célebre Carlos Drummond de Andrade:
"Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer".
Persuasão - Acredito que este seja o grande segredo da liderança feminina evidenciada pelo magnífico poeta. Para vocês mulheres, indico que explorem ao máximo a capacidade de persuadir de maneira positiva, pois este adjetivo pode ser um diferencial no mercado de trabalho. Para nós homens o que resta é aplaudir, afinal elas já ficaram "escondidas" por muito tempo, e sem dúvida alguma têm muito a nos ensinar.
Autor: Romulo Gutierrez
sábado, 2 de junho de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
O RH e o BRICS
Seminário discutiu os principais desafios em RH desses mercados emergentes
Educação é a palavra-chave para o crescimento sustentável dos países emergentes, mas, nesse quesito, ainda falta uma forte mobilização do governo, das empresas e da ociedade para garantir um futuro sólido ao Brasil. Essa foi uma das conclusões do I Seminário de Recursos Humanos dos Países do Bric, evento pioneiro realizado, em maio, ela ABRH-Nacional e a Fundação Getulio Vargas (FGV), na capital paulista. "Se queremos um país forte, precisamos focar nossas atenções para que os trabalhadores sejam mais bem preparados e inclusos no mercado de trabalho", frisou a presidente a associação, Leyla Nascimento, na abertura.
Carlos Aldao-Zapiola, consultor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lembrou que o Brics deverá somar, em 2050, mais de 37% da população mundial, um enorme potencial de consumo, mas que, para seguir avançando, será necessário aprofundar os investimentos em educação e geração de emprego. Uma demonstração dessa necessidade aparece em uma pesquisa realizada, em 2010, pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), em parceria com o jornal Valor Econômico . Ao falar da internacionalização das empresas brasileiras na nova ordem mundial, Luis Afonso Lima, presidente da Sobeet, comentou os resultados do estudo, no qual a falta de pessoal com as competências necessárias aparece como uma das cinco principais barreiras internas.
Na contramão dessa realidade, o diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Kevin Tang, citou os fortes investimentos da China em educação para justificar os números excepcionais que o país apresenta hoje, como o recorde de US$ 105,7 bilhões atraídos em investimentos estrangeiros diretos em 2010.
Competências
Ozires Silva, reitor da Unimonte, destacou a área de RH como grande força transformadora das organizações para uma mudança de patamar do Brasil. "Em certa ocasião, conversando com o então presidente da General Electric, Jack Welch, perguntei qual era a atividade a que ele dedicava mais tempo. A resposta foi: ''a de me cercar de talentos e contribuir para que eles possam existir''", contou. Mudanças substanciais também devem acontecer na Índia. O país foi foco do CEO global do Great Place to Work Institute, José Tolovi Jr, que comentou os resultados da pesquisa As Melhores Empresas para Trabalhar da Índia, na qual aparecem as preferências da nova força de trabalho do país, como autonomia e liberdade, flexibilidade e equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e transparência nas relações. Para os gestores, disse Tolovi, isso se traduz no desafio de facilitar uma mudança no modelo patriarcal de gestão vigente no país.
A Rússia foi representada por Antônio Rosset, presidente da Câmara Oficial de Comércio e Indústria Brasil-Rússia. Apesar do alto nível de escolaridade da população, o país enfrenta restrições para se conectar com o mundo, como a barreira do idioma e os resquícios do período de autoritarismo. Apesar delas, frisou, a Rússia surpreende em sua caminhada rumo à modernização. O diretor de Pesquisa da ABRH-Nacional, Eugenio Mussak, acrescentou que, além de competências técnicas, práticas e éticas, para gerar riqueza é preciso desenvolver a competência estética, que reúne beleza, limpeza (infraestrutura) e gentileza (prestação de serviços).
Cases
O seminário também mostrou práticas corporativas bem-sucedidas, como o projeto Gestão de Talentos Estratégicos da TV Globo, apresentado pelo diretor de Pesquisa e RH Érico Magalhães, que envolve a participação de profissionais seniores da empresa, inclusive do elenco artístico e da área de jornalismo. Já o diretor global de RH e Governança da Vale, Luciano Siani, contou que a companhia fez um mapeamento dos municípios brasileiros em que não há mais profissionais para serem recrutados e os busca em estados cuja oferta de talentos pode suprir a demanda da empresa.
Ao final, Luiz Edmundo Rosa, diretor de Educação da ABRH-Nacional; Nelson Savioli, diretor de Relações Corporativas Internacionais da associação; e Bianor Cavalcanti e Luiz Estevan Lopes Gonçalves, respectivamente diretor internacional e gerente de programas internacionais da FGV, debateram os principais pontos do seminário que deverão ser revertidos em um documento a ser encaminhado aos poderes públicos, instituições educacionais e entidades empresariais dos países do Brics.
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domingo, 6 de maio de 2012
Renova-te
Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
Cecília Meireles
quinta-feira, 29 de março de 2012
Que aspectos seus você pode mudar? Parte 2
Continuando... base do excelente livro "Descubra seus pontos fortes", de Buckingham e Clifton, editora Sextante.
" o mesmo se aplica à consciência. à medida que o tempo passa, cada um de nós se torna mais consciente de quem realmente é. Essa consciência crescente do eu é vital para o desenvolvimento dos pontos fortes porque permite que cada um de nós identifique mais claramente seus talentos naturais e os cultive, transformando-os em força. Infelizmente, nem sempre o processo é suave. Alguns identificam seus talentos de forma bastante precisa, mas em seguida passam a lamentar não terem sido aquinhoados com outros. Assim como Salieri, o rival de Mozart no filme Amadeus, ficamos cada vez mais amargos quando tentamos conjurar novos talentos dentro de nós e não conseguimos.
Quando estamos nesse registro, não somos as pessoas mais divertidas para se ter por perto. Por mais cursos que façamos, por mais livros que venhamos a ler, o processo emperra, é árduo e não parece ir ficando mais fácil. Se algum dia se viu numa situação em que lhe cobravam ser algo que não é, você conhece a sensação.
E então, de repente, temos uma revelação. (...) "Não sou gerente! Gosto muito mais de fazer meu próprio trabalho do que ser responsável pelo trabalho dos outros". Retornamos à trilha dos nossos pontos fortes e nossos amigos, impressionados por todas as boas coisas que acontecem como resultado (nossa produtividade aumenta, nossa atitude melhora), olham para nós e dizem: "Uau, olhem para ele. Ele mudou."
Não, nada disso: aconteceu justamente o contrário. O que à primeira vista parece transformação é, na verdade, a aceitação de algumas coisas que nunca podem ser transformadas - talentos.
Não mudamos. Simplesmente aceitamos nossos talentos e reordenamos nossas vidas em torno deles. Nós nos tornamos mais conscientes.
Para desenvolver seus pontos fortes, você vai precisar fazer o mesmo.
"
Que aspectos seus você pode mudar ? parte 1
Este texto é parte do excelente livro "Descubra seus pontos fortes", de Marcus Buckingham e Donald O. Clifton, pela Sextante.
... "no que diz respeito ao desenvolvimento de seus pontos fortes, há dois tipos distintos de conhecimento. Você precisa de ambos e, felizmente, ambos podem ser adquiridos.
Primeiro, você precisa de conhecimento factual, que é o conteúdo. Por exemplo, quando você começa a aprender uma língua, o conhecimento factual é o vocabulário. Você tem que aprender o que cada palavra significa ou jamais será capaz de falar a língua.(...) Um conhecimento factual desse tipo não garantirá a excelência , mas a excelência é impossível sem ele. Assim, seja quais forem suas habilidades ou talentos, você jamais se destacará na pintura se não souber que as tintas vermelhas e verde, quando combinadas, criam a cor marrom.
É este tipo de conhecimento factual que coloca você no jogo.
O segundo tipo de conhecimento de que você precisa é empírico, não é ensinado em salas de aula nem encontrado em manuais. Ao contrário, é algo que você tem de se disciplinar para colher ao longo do caminho e conservar.
Parte dele é prática. (...) Como você pode imaginar, o conhecimento empírico assume grande variedade de formas.(...)Todo ambiente proporciona chances de aprendizado. Evidentemente, para desenvolver seus pontos fortes, você deve manter-se alerta a essas oportunidades e incorporá-las ao seu desempenho.
Parte do conhecimento empírico é conceitual. Pegue os exemplos mais óbvios: seus valores e sua consciência. Ambos precisam ser refinados se você está disposto a desenvolver seus pontos fortes e, de novo, ambos podem ser desenvolvidos com o tempo. De fato, quando dizemos "fulano mudou", com frequencia não pretendemos realmente dizer que o fundamental de sua personalidade tenha se modificado, mas que seu sistema de valores se alterou ou que ela já não se sente assim tão à vontade a respeito de quem é.
(...) Sua natureza não se alterou- ele apenas está fazendo algo diferente com seus talentos. O modo de uma pessoa se engajar na vida pode não se alterar muito. Mas o foco da pessoa sim.
Para onde quer que olhemos, podemos ver exemplos de gente que mudou seu foco mudando seus valores: a conversão religiosa de Saulo no caminho de Damasco; os trabalhos de caridade de John Profumo; o ativismo pelos direitos dos animais do famigerado roqueiro Ozzy Osbourne(...) e, talvez o exemplo mais impressionante, as valentes transformações operadas por milhões de membros dos Alcoólicos Anônimos.
Esses exemplos são edificantes no sentido que oferecem a cada um de nós a esperança da redenção. Mas, por mais edificantes que eles possam ser, devemos ter me mente que essas pessoas não alteraram sua natureza básica ou, como definiremos mais adiante, seus talentos. Elas simplesmente os redirecionaram para fins muito diferentes, mais positivos, Assim, a lição que devemos extrair delas não é que os talentos de cada pessoa são infinitamente maleáveis ou que cada um pode ser o que bem entender, bastando para isso ter dedicação. A lição é que os talentos, como a inteligência, têm valor neutro. Se você quer mudar sua vida para que os outros possam se beneficiar de seus pontos fortes, mude seus valores. Não perca tempo tentando mudar seus talentos.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
O céu e o inferno dentro de nós
Compartilhado de Robson Santarém,da Anima Consul
toria.
“Somos criadores de nós mesmos. Todo ser humano é dotado da capacidade de se transformar interiormente, de modificar sua maneira de pensar e de viver. A vida é uma viagem e cada um pode decidir o seu destino. Podemos dirigir a vida para o vértice ou para o abismo, para a paz ou para o desespero, para a felicidade ou para o sofrimento. A herança ou nascimento biológico nos dá o ser, mas não o modo de ser. Viver é se colocar no caminho para chegar a ser alguém, para que o ser humano floresça em plenitude.
‘A canção que quis cantar... ainda não a cantei’, diz o verso de Rabindranath Tagore. Todos viemos a este mundo com um sentido e uma missão. Sabemo-lo no fundo da alma e aspiramos a descobrir este sentido e cantar esta canção. Infelizmente, cada vez menos pessoas se arriscam a tentar descobrir qual é o sentido de sua canção e morrem sem a ter cantado. Cantaram, talvez, as canções que outros puseram em seus lábios, mas não a sua. Pensaram que viver fosse imitar ou copiar, deixar-se levar pela corrente. Deixaram-se fazer. Não se atreveram a ser elas mesmas, a viver sua própria aventura. Dedicaram-se a ganhar dinheiro, poder, conhecimentos, a amontoar coisas, a representar o roteiro que outros escreveram. Não se dedicaram a ser, não se propuseram a escrever suas próprias vidas e muito menos fazer delas uma verdadeira obra de arte.
Moldar o próprio futuro supõe coragem, superação, perseverança. Hoje é preciso muito valor para enfrentar com firmeza as dificuldades e navegar contra a corrente. Valor para se atrever a ser autêntico, em um mundo que propõe a imitação e a covardia como ideais de vida. Não há vitória sem esforço e luta; para vencer deve-se persistir. Como diz um velho ditado:’Deus ajuda a quem cedo madruga.’. Deve-se amar a vida e vivê-la com ânimo e com expectativa para ser capaz de enfrentar todos os problemas e dificuldades. Viver tudo com intensidade, até a dor e as desgraças. ‘A vida vale a pena e até valem as penas da vida’ (Savater). Amar tudo o que somos e tudo o que nos acontece. Amar inclusive a parte sombria, negativa, do nosso coração.Todos somos habitados por forças positivas e por forças negativas, podemos fazer o bem ou o mal, reforçamos com nosso comportamento a cultura da morte ou fazemos brotar a vida. Dentro de cada um de nós está o céu ou o inferno.” (Antonio Pérez Esclarín - Educar para Humanizar – Paulinas, 2006)
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